domingo, 4 de junho de 2017

Enfim o Mapa Conceitual "ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO" Meta 3


Nossa, como foi difícil passar esse mapa conceitual pro blog!
Agora percebi que a parte mais fácil foi construir com a turma.


sábado, 3 de junho de 2017

Meta 4

 Jaque Lemos (3/6/17)
De que forma levar as crianças do Maternal 1 B  às descobertas e ao conhecimento através da música, estimulando sua criatividade e o convívio social  através dos  prazeres que ela  oferece?
Esta é a grande pergunta, a problematização que margeia meu projeto, cujo objetivo geral é buscar trabalhar com a música unindo o gosto das crianças com suas necessidades da exploração e conhecimento do seu próprio corpo, dos seus limites, do cultivo ao respeito por si, pelo outro e pelo mundo; além de estimular a criatividade, a oralidade, o movimento e a percepção, integrando-os  e dando-lhes a oportunidade de expressar sensações e sentimentos.
Quando expus sobre a meta 2, coloquei inclusive um mapa conceitual referente à música a  qual estava trabalhando com as crianças no momento (A baleia), mas como tudo é muito vivo, já estamos trabalhando uma nova música: "A casinha"; e com ela buscando trabalhar com as crianças vários campos de experiências.  Por isso, relato o que neste momento ocorre em minha sala e meu plano de ação, mutante, mas permanente.
Ao explorar esta música, e sobre casas surgiram diversas variantes, como por exemplo: Como é a casa onde eu moro? A casa dos três porquinhos, explorada em leituras e na música. Com esta base exploramos diferentes materiais como: tijolo, madeira e palha. As cores e os números também se fizeram presentes.
Meu plano de ação neste momento inclui a exploração destas músicas, e ele é composto de pesquisa e exploração de diferentes materiais concretos como: palha, tijolo, madeira. A leitura e exploração de diferentes versões da história dos três porquinhos, a entrevista feita com os pais sobre a casa onde as crianças vivem: de que material  é feita? A sua cor, quantas pessoas moram nela?
No que se refere à cor, estou trabalhando com as crianças a identificação e nomeação das cores; indicando um objeto de determinada cor (as primárias) e solicitando que a nomeiem e que identifiquem algum objeto na sala que seja desta mesma cor.
Quanto aos números, solicitamos que recitem, ao menos até cinco, contando objetos ou até mesmo os colegas presentes ou ausentes em sala.
Em sala temos uma casinha feita de caixa que foi construída com a ajuda de todos; com este elemento estamos conseguindo trabalhar, por exemplo: a integração, o respeito ao próximo, bem como trabalhamos as cores quando as pintamos e os números quando colocamos portas e janelas.
Para os próximos dias nossa proposta é investigar e explorar livros à procura de casas de diversos tipos, bem como assistir vídeos.


 Jaque Lemos (15/6/17)
                                                                           
                                          
                    Gente, como é lindo trabalhar com estes pequenos seres.
                Hoje olhamos pela enésima vez a história dos três porquinhos. Claro que antes olhamos vídeos sobre casas diversas: iglus, ocas, edifícios, casa de João de Barros ( pois pretendo trabalhar com argila na semana que vem),  casas de alvenaria e de madeira, foi falar madeira e o pedido foi geral: "Profi, os três porquinhos!". E lá foi... vídeo dos tais porquinhos.
                Terminamos as três casinhas e o lobo, e neste construir as crianças puderam manipular e explorar materiais diversos: para as casinhas usamos palitos de picolé, palha, e tijolinhos construídos de isopor e pintados com as cores primárias. Antes disso havíamos explorado pedaços de madeira, tijolos e palha, bem como as caixas de papelão usadas como suporte para as colagens. Para construir o lobo usamos papel pardo e tinta guache para pintar o lobo, e após colamos tecido plumado imitando pelos: "Bem gandis, por que o lobo é gandi", como nos disse Bianca ao colar os pelos na barriga do lobo.
                Para a semana devem chegar os porquinhos, muita colagem e pintura. E a montagem de um gráfico sobre suas próprias casas. A intenção é montá-lo colocando fotos de tipos de casas (madeira; alvenaria) ou apartamentos e a foto das crianças no outro eixo, e assim contaremos quantos em cada tipo de casa.
                Claro,  isso entre muitas brincadeiras outras experiências e muita risada.


Jaque Lemos 18/06

Montagem do quadro referencial

Quadro Referencial sobre o Plano de Ação: 
METAS
OBJETIVOS
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
BREVE DESCRIÇÃO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DA META
ATIVIDADES REALIZADAS
Meta 1 - Questões de Pesquisa
Observação da turma, seus desejos, curiosidades e necessidades, para a partir desta coleta de dados montar um projeto, que em função de ser uma turma de crianças muito pequenas, este projeto possivelmente nascerá como um projeto de ensino ou centro de interesses, podendo em determinados momentos serem vivenciadas características de um projeto de aprendizagem.

De: 6/03/17 a 15/04/17
Neste período observamos o interesse das crianças pela música, e este será nosso ponto de partida do projeto. Buscar através da música desenvolver experiências dentre todos os campos de aprendizagens.
A primeira música que as crianças escolheram foi: A Baleia.
E com ela iniciamos nosso trabalho.

Em roda de conversa não só pesquisamos as músicas que as crianças já conheciam, e também colocamos à disposição várias outras.
Observando  quais delas mais chamavam  a sua atenção. Três músicas obtiveram maior interesse, neste ponto questionamos qual queriam desenhar. Forma encontrada para que eles escolhessem uma delas e assim iniciou a meta 2. 
Meta 2 - Dúvidas e Certezas
Dentro do contexto da música, procuramos levantar os conhecimentos das crianças, suas certezas e dúvidas sobre: quem mora na água? - Pergunta central escolhida para traças suas certezas e dúvidas.

De: 24/4/17/ a 11/05/17 
 Um coisa aprendemos nesta fase do projeto: "Crianças de 2 a 3 anos, só tem certezas". Com esta aprendizagem, a educadora foi quem levantou as dúvidas. Questionando se outros seres não aquáticos, moravam na água.
 Nesta fase, cantamos e dançamos nossa música escolhida, Olhamos vídeos e histórias  e pesquisamos em livros e revistas.
Meta 3 – Mapa Conceitual
Construir o mapa conceitual, da música A baleia, onde a grande questão será: "Quem mora na água"?

De: 17/05/17 a 19/05/17 
 A construção de um painel foi a forma escolhida para montar o mapa conceitual. A partir da nossa questão principal, as crianças pesquisaram figuras e imagens para a montagem.
 Para a construção do painel, as crianças construíram uma grande baleia e uma grande sereia, com o auxílio das educadoras, no desenho, personagens que pintaram e fizeram colagens de diferentes materiais. Também pesquisaram em revistas e livros todos aqueles personagens que sabiam morar ou não na água.
Meta 4 – Plano de Ação
Elaborar o Plano de Ação retomando todas as etapas/metas já desenvolvidas e as atividades por desenvolver, a fim de integralizar o planejamento e a execução do projeto em um único documento.

De:  Início do projeto até seu final.
 Meu plano de ação em relação ao meu projeto está pronto deste a construção deste, pois em minha escola, nossos projetos devem trazer registradas experiências pensadas a priori, e seus objetivos dentro dos campos de aprendizagens.
 As atividades realizadas e a serem realizadas neste projeto incluem:
Cantar, assistir filmes e clips, leitura de livros com os mais diversos recursos, fazer movimentos corporais, exploração de diferentes materiais e texturas, pintura, colagem, brincadeiras cantadas, roda de conversa, modelar com massinha e argila, construção de maquetes, painéis e gráficos, jogos de memória  e quebra cabeças pertinentes a música explorada.

 Xiiii, acho que não sei copiar certo o quadro no Word estava lindo....se alguém souber formatar fique liberado para tal . 


PARQUE NATURAL MORRO DO OSSO

METAS
OBJETIVOS
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
BREVE DESCRIÇÃO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DA META
ATIVIDADES REALIZADAS
Meta 1 - Questões de Pesquisa
 - Existem leis proteção para o Parque?
- Porque tem esse nome?
- Será que tem muitos animais?
- Já teve algum desmatamento?
- É muito grande?
- A quanto tempo existem?
- Se existe alguma lenda sobre a Floresta do Morro do Osso?
- Se existe algum lago no Parque?
- Se tem animais selvagens?
- Se está sujo e abandonado?
- Se tem animais selvagens?
- Se alguém pode morar no Parque?
18/04 a 05/05
Inicialmente iria realizar Projeto de Ensino, mas como a vice-Diretora marcou uma saída de campo para o dia 29/06 para o Parque Natural Morro do Osso, expliquei para turma que antes iriamos fazer uma pesquisa para conhecer como surgiu e aonde fica esse local. Para isso teríamos algumas etapas de trabalho que seriam avaliados como atividades para o trimestre.
A turma foi organizada em grupos de 4 ou 6 integrantes a fim de que fizessem as pesquisas em conjunto.
Exemplo:
1ª Etapa: Apresentação do tema para pesquisa e identificação do que os alunos sabiam ou se conheciam o Parque.
2ª Etapa: Organização dos grupos.
3ª Etapa: O que cada grupo identificava como certezas (o que sabiam sobre o Parque) e suas dúvidas (o que achavam que poderia ter lá).
4ª Etapa: data limite para entrega da pesquisa para sabermos se nossas certezas e dúvidas permaneciam as mesmas ou se já haviam mudado.
Meta 2 - Dúvidas e Certezas
Elaborar um Inventário de Conhecimentos, contendo dúvidas a serem esclarecidas e certezas a serem validadas, mediante atividades de pesquisa e aprofundamento.

 08/05 a 19/05
 Iriamos fazer as atividades em sala de aula para ver o que cada grupo pesquisou e reformular nossas certezas e dúvidas e conforme realizar mais pesquisa.
Não consegui trabalhar com os grupos, tive que realizar provas avaliativas, revisões e provas de recuperação. Tive que ministrar aulas direcionadas sobre técnicas de estudo, além teve muitos dias com aulas “paralelas” ou seja atender 2 ou 3 turmas ao mesmo tempo para substituir algum professor que tenha faltado, reuniões com a supervisão sobre metodologia realizadas em sala de aula. E ainda muitos alunos não conseguiram realizar uma pesquisa e poucos tiveram a ajuda de familiares.
Tudo isso fez com que o projeto se estendesse em seu tempo.
Meta 3 – Mapa Conceitual
Construir, com os/as alunos/as um Mapa Conceitual sobre um dos temas trabalhados no PA, ensinando-as a sintetizar e relacionar aprendizagens.

 19/06 a 03/07
 Retomamos nossas atividades referente as pesquisas
Com as pesquisas realizadas pelos alunos, foram realizadas novas certezas e dúvidas.
Uma reorganização na sala foi disponibilizada, para facilitar a organização dos trabalhos.
Construção dos Mapas Conceituais.
 Fizemos na saída de campo no dia 29/06/2017
Meta 4 – Plano de Ação
Elaborar o Plano de Ação retomando todas as etapas/metas já desenvolvidas e as atividades por desenvolver, a fim de integralizar o planejamento e a execução do PA em um único documento.


 Neste momento nossos objetivos foram alcançados, entretanto inicialmente os alunos sentiram uma certa dificuldade em relação a trabalhar em grupo e na construção dos mapas conceituais.
As atividades realizadas foram localização do local, identificação de uma unidade de preservação, exploração de uma unidade de conservação, reconhecer uma biodiversidade, conhecer a classificação das rochas.


Jaqueline Rosa      03/07/2017 

terça-feira, 23 de maio de 2017

sobre meta 3

Meta 3 - Mapas conceituais
Ah! Os mapas conceituais!
Uma nova ferramenta de trabalho e aprendizagem. No semestre passado, desenvolvê-los  foi complicado. Mesmo tendo bagagem, e algumas de nós com anos de docência, mas cá para nós... Bem mais fácil do que tentar desenvolvê-los com os pequenos,  mas também infinitamente mais prazeroso, por que ao menos meus pequenos têm certezas claras e decisivas.  Certezas até para sanar as dúvidas lançadas pela profê. É muito lindo ver como é difícil achar dúvidas em crianças de 2 a 3 anos, eles sabem tudo e de tudo têm plena certeza, até mesmo que sereias existem.

Infelizmente a gripe e as "Ites" não me permitiram montar a tempo o  mapa de dúvidas e certezas que surgiu em nossa sala, mas juro que tentei da maneira mais fiel descrever e desenhar  a discussão que tivemos sobre: "Quem mora na água"  e também se este ou aquele mora ou não na água.

Penso que devo revisar minha versão do mapa, por que a deles esta ficando linda!



Jaqueline Lemos

Jaque tomei a liberdade de aumentar o tamanho do teu mapa pra ficar mais nítido o que está escrito nos quadrinhos. Nossa que riqueza o teu projeto!
Quando vi o teu mapa, consegui pensar numa forma de fazer o mapa com os meus pequenos, pois a cada conversa surgem elementos novos que facilmente podem se transformar no mapa conceitual da turma. Carine 24/05/2017


META 3 - Parque Nacional Morro do Osso

Nesta momento do desenvolvimento do Projeto de Aprendizagem deveria ter já desenvolvido os Mapas Conceituais, mas constatei que os alunos não conseguiram trabalhar em grupo para realizar as pesquisas e alguns tiveram dificuldade em realizar a pesquisa, então terei que modificar a estratégia terei de trabalhar em sala de aula novamente sobre as dúvidas e certezas e se as pesquisas realizadas podem comprovar as certezas e se não surgiram novas dúvidas, a fim de que iniciem a escrever uma síntese e construam os Mapas. 
Vários contratempos surgiram nestas duas semanas, como finalização do trimestre com a avaliação das aprendizagens dos alunos, conselho de classe, uma época de chuva muito intensa impossibilitando muitos alunos a comparecer à escola, alunos com problemas de socialização, alunos com diagnóstico de bipolaridade tendo que ter atendimento diferenciado com acompanhamento da turma e por fim eu que fiquei doente. Foram situações que fizeram com que o Projeto apresentasse um ritmo de desenvolvimento mais lento do esperado, entretanto as atividades aplicadas fizeram com que se identificasse ações que deveram ser aplicadas na turma como desenvolver projetos direcionados a como trabalhar em equipe, trabalhos interdisciplinares a fim de interligar os conhecimentos. 
                                                                                             Jaqueline Rosa - 11/06/2017  

Continuação
Esta semana foi dedicada ao trabalho de construção dos Mapas Conceituais, foi um trabalho muito proveitoso pois o empenho dos alunos, ou a tentativa em realizar as atividades propostas, demonstraram a sede de saberes e como uma atividade diferenciada modifica o andamento e o convívio na sala de aula.

Como já havia dito em vários momentos, mas venho reforçar, a sala em que trabalho é destinada para minhas atividade é onde encontra meu armário e tenho a minha disponível meus materiais como os livros didáticos, os mapas e os atlas. 
Então para preparação das nossas atividades da semana fiz um rearranjo na disposição das classes, coloquei-as em conjunto de 4 mesas, e não em fileiras como estão normalmente, para que quando os alunos entrassem na sala já teríamos a nossa disposição das mesas. Quando os alunos entraram na sala o espanto foi geral e com certeza começou uma postura totalmente diferente por parte dos alunos.  
Observei que suas interações foram bem mais proveitosa, alguns grupos conseguiram trabalhar em equipe outros por causa das personalidades de alguns integrantes foram bem marcantes onde necessitaram um pouco da minha interferência para determinar como deveriam trabalhar sem discutir. 
Nesta aula, os aluno deveriam a partir de suas pesquisas construir novamente suas certezas e dúvidas, esta retomada da atividade fez com que muitos conceitos novos e dúvidas surgissem. Constatei que o conteúdo trabalhando desta forma foi muito mais instigante e proveitosa, identifiquei que as aprendizagens se tornaram mais significativas e proporcionaram uma maior abrangência nas informações do que as aulas expositivas, não estou aqui menosprezando essas as aulas que foram primordiais para um contato inicial de alguns conceitos.  Agora para darmos seguimento na próxima aula iremos tentar resolver algumas dúvidas compararmos com nosso quadro inicial, para inciarmos nosso Mapa Conceitual. 
                                                                                                                    14/06/2016
  

    



Este foi a construção de nosso Mapa Conceitual, concluído após a saída de campo.

Jaqueline Rosa                            03/07/2017

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Minha turma de 2016 em 2017 cap. 2

17/05/2017
Dando continuidade ao relato sobre o Projeto de Aprendizagem que estou realizando na minha escola, vou falar hoje sobre o meu sentimento diante do projeto e durante o processo de aprendizagem da turma.
Quando a turma fez a escolha do tema confesso que pensei que não teríamos muito a explorar, mas no momento em que começaram a surgir as dúvidas e certezas provisórias, me espantei com as infinitas vertentes que o projeto poderia abranger.
No momento da pesquisa dos alunos o apoio dos pais foi muito importante, possibilitando uma integração dos pais com o projeto. A busca por informações passou a se tornar mais prazerosa a cada dia, já que a turma trouxe dúvidas e certezas que eu desconhecia de modo que a aprendizagem também foi significativa pra mim.
Em nenhum momento pensei em pivotar, pois os alunos estavam super engajados na propostas e o apoio dos pais estava sendo um alicerce importante desse processo, porém devo confessar que aliar robótica ao projeto dos animais de estimação foi um desafio que foi sendo vencido aos poucos. Os alunos trouxeram muitas ideias e materiais para realizarmos nossas invenções e logo já tínhamos um gato, um rato e um cachorro, e cada um com uma habilidade diferente.
O rato se movimentava a partir do atrito gerado na superfície pela escovinha e o vibra call do celular, o gato movia os olhos de um lado para outro e o cachorro corria muito rápido com o auxílio de um dispositivo de fricção.
Quando apresentamos o trabalho para os colegas da Educação Infantil e Anos Iniciais, a turma ficou tão feliz que resolvemos dar continuidade e agora nosso objetivo é fazer o cachorro latir quando tirarmos o osso da boca dele.
Os conhecimentos a respeito do tema são infinitos e ainda temos muito a explorar.
Fico muito feliz ao vê-los construindo suas aprendizagens a partir das suas curiosidades, pois é notável a alegria e a disposição deles para a realização de um projeto significativo e dentro da realidade.

23/05/2017
Jaque Lemos, o quadro de dúvidas e certezas foi feito pela turma assim que o projeto sobre os animais de estimação começou, mas a partir do momento que as pesquisas começaram foram surgindo ideias de como representar esses animais, seus hábitos, os cuidados que devemos enquanto donos, e nesse momento foram sendo introduzidos elementos de robótica para "dar vida" aos animais confeccionados pela turma. Como o trabalho coma robótica antecede o projeto sobre os animais de estimação, as crianças já tinham alguns conhecimentos, conceitos e aprendizagens construídas, o que oportunizou aos próprios alunos pensar no que queriam fazer e como poderia ser feito dentro do que eles já sabiam. 

Aqui o aluno está verificando a polaridade da pilha para fazer o motor funcionar. Ele se alegra ao perceber que consegue identificar o lado positivo e o lado negativo da pilha fazendo o motor funcionar.

Nessa foto temos o momento em que os alunos estão separando o material para ser usado nos animais confeccionados por eles.
Aqui temos o nosso rato de escova que se movimenta com o atrito das cerdas na superfície.

Ambas as fotos mostram o momento de construção dos animais. Como nossa escola prima pela sustentabilidade, utilizamos o papelão e tinta têmpera.





Refletindo sobre os nossos Projetos...

Cada uma de nós, carrega em seu projeto o desejo e a necessidade de inovar, tanto na metodologia como na organização do conteúdo.
Percebo que todas estamos obstinadas por dar significado as aprendizagens dos nossos alunos, articulando os conhecimentos escolares com os conhecimentos trazidos na bagagem por cada um e buscando desenvolver os conteúdos a partir de temáticas.
Para Zabala, os conteúdos trabalhados entre si, de uma forma multidisciplinar, tem potencial para transformar o aluno enquanto sujeito crítico, responsável e autônomo.
São essas propostas que que quebram com os paradigmas instituídos pelas instituições de ensino dos nossos tempos de escola, e que darão significado as aprendizagens dos alunos.
Todos os projetos apresentados pelo nosso grupo, integram os conteúdos de forma multidisciplinar de modo que a temática a ser desenvolvida articule os conhecimentos em detrimento de uma aprendizagem significativa.
Acredito que o meu projeto sobre Animais de Estimação e o da Jaqueline Lemos sobre a Aprendizagem através da Música tem elementos em comum, no sentido de partir da curiosidade do aluno, significando suas aprendizagens, considerando os conhecimentos vindos dos alunos, integrando conteúdos...Creio que ambos são projetos de aprendizagem, já o projeto da Jaqueline Rosa intitulado Eu e o Mundo, é um projeto de ensino por ser escolhido e determinado pelo professor, o que não o torna nem mais certo e nem mais errado, apenas uma outra abordagem. Porém, acredito que ao longo do projeto, esse possa a vir se tornar um projeto de aprendizagem a partir da interferência dos alunos e suas curiosidades. Assim como o meu projeto e o da Jaqueline Lemos possam em um dado momento se tornar um Projeto de Ensino ou de Ação, satisfazendo as demandas dos alunos e do projeto que segue seu curso.

sábado, 13 de maio de 2017

sobre meta 2 - certezas e dúvidas

Mesmo estando em dúvida sobre a classificação do projeto que desenvolverei com minhas crianças, se: centro de interesse, projeto de ensino ou de aprendizagem; ou talvez com a certeza que é uma feliz mistura entre os três, tentei  aqui relatar o que percebi como certezas e dúvidas, umas expressadas pelas crianças e outras instigadas por mim.
Iniciado o projeto: M1B canta e se encanta com as novas descobertas, o primeiro ponto foi fazer um levantamento junto às crianças das músicas  que gostavam e conheciam e também observar suas reações e gostos às músicas que lhes apresentamos.
Surgiram várias músicas, apontadas pelas crianças, principalmente as cantadas pela dupla Patati - Patata.
Das músicas mais apreciadas, A baleia foi sem dúvida a que mais despertou interesse. E com ela iniciamos nosso projeto.
Nós cantamos,  fizemos gestos que seguiam a letra da música, dançamos. Um clip da música foi apresentado.  Restavam agora as rodas de conversa e saber  o que era de conhecimento a respeito da história por trás desta música.
Iniciamos questionando quem era a amiga da baleia, e quem era a sereia?
Uma das crianças que já havia visto o filme: A pequena sereia nos descreveu o que era a sereia e onde ela morava.
Questionamos onde morava a baleia: "Na água", foi a resposta geral;  e quem mais morava neste ambiente:
- "O peixinho ";
- "O sapo cururu";
- "A baleia";
-"A sereia";
- "As onda";
Após todos indicarem seus saberes,  resolvemos lançar alguns questionamentos:  Se o cachorro morava na água,  Se o gato  era amigo da sereia e se também morava na água, e os pássaros moravam? E os leões marinhos, e os caranguejos, moravam na água?
Em outro grupo, que optou por desenhar,  os desenhos surgiam e junto com eles  algumas falas:
- "Eu desenhei o tubarão, ele mora na água do mar".
 - "Olha, profe, ele é bem grandão!"  Quando demonstrei medo pelo tubarão, outra criança disse:
- "Pofê  Jaque, não fica com medo é de mentirinha"!
- O tubarão não existe?
-  "Iziste, mas este é de desenho"!
No mesmo momento, questionei o que ela desenhava:
- "É a mãe que mora na água!".
- Mas, a mãe mora na água?
- "É a mãe da sereia!"
No dia seguinte quando assistíamos ao filme A pequena sereia, esta mesma menina  no momento em que apareceu a família da pequena sereia, se virou e me disse:
- "Olha, pofê, a mãe da sereia; ela mora na água também".
Em uma visita programada a sala dos livros, nosso objetivo era pesquisar todos os livros que conseguíssemos a procura de tudo que morasse na água.
Desta pesquisa descobrimos mais alguns moradores da água, seja do mar ou dos rios:
- "Que é isso profê?"  Um caranguejo. - "Ele mora na água, olha!";
- "O tubarão, nada na água";
-"Tem muitos peixinhos, um monte"!
Nestas pesquisas observamos um belo livro sobre o oceano onde focas, leões  marinhos, conchas, e outros seres foram descobertos.

  Como minha turminha este ano é de crianças muito pequenas, 2 a 3 anos, algumas ainda nem falam direito ,a pesar de se comunicarem, muitas vezes fico sem saber ao certo como montar, dentro do meu projeto a tabela de certeza e dúvidas,mas penso que estou indo pelo caminho certo deixando que se expressem e que descubram com a ajuda de livros, filmes e imagens .
( Jaque  Lemos)

Poa 20/05/2017

Jaque Lemos ao ler sobre o teu trabalho com os alunos, achei que estas no caminho correto pois são crianças pequenas e estas trabalhando bastante com imagens e sons que são linguagens que são mais de assimilar nesta idade.
Gostaria de saber como vais trabalhar a montagens das dúvidas e certezas por eles? 
Porque não montar uma tabela através de desenhos realizados por eles?
ou o livro das certezas e outro das dúvidas.
                                                                                                               Jaqueline Rosa




Jaque, Rosa,  na verdade montei com eles as dúvidas e certezas, através de um painel. Neste painel colocamos a letra da música e suas construções daqueles personagens que moram na água, personagens estes nascidos das suas certezas. Na questão das dúvidas ficamos com o registro, escrito por mim, das dúvidas que levantei, e a partir do conjunto: certezas e duvidas, vamos aproveitar para construir um banco de imagens onde constarão todas as imagens citadas, sejam as das certezas de quem vive na água como as dúvidas lançadas por mim. Estas imagens foram adquiridas a partir da pesquisa dos pequenos em revistas e livros. Uma delícia, vê-los discutindo o que ia em que lugar: se moravam na água ou na casinha deles.

Tiraste fotos do painel, fica bem legal como registro das atividades. Fotos algo que eu teria que ter como costume para com meus alunos e ainda esqueço de realizar.

Sim ,Jaque Rosa,   tenho por costume fazer registro fotográfico e escrito de todas as experiência realizadas por eles, bem, como fotos do nosso dia a dia, pois como trabalho com espaços circunscritos, nem todas as crianças fazem as mesmas experiências ao mesmo  tempo.
Nossa sala esta sempre em movimento, posso ter um  pequeno  grupo realizando experiência dirigira, bem como tem outro gripo brincando na casinha, ou com os jogos, ou em outro espaço brincando de algo. E é preciso procurar registrar estes momentos que fazem parte da aprendizagem e da construção dos seus conhecimentos.
Inclusive, comecei a montar um mapa conceitual com eles  a partir de imagens, mas esta semana foi  bem complicado, a mudança de tempo  deixou muitos adoentados em casa, teve dia de eu ter 8 crianças em sala, depois fiquei sem minha monitora,  e pensa entrar duas pessoas diferentes por dia na sala dos pequenos, distração total...mas vamos lá  se não terminar de montar a tempo , com as figuras farei uma descrição, pois já conversamos sobre agora é só pesquisar as imagens.



POA 22/05/2017                                                                             Jaqueline Rosa

Para Meta 2, decidi direcionar minhas atividades para uma pesquisa que meus alunos estão realizando, iremos fazer uma saída de campo para o Parque Natural Morro do Osso, onde a visitação está vinculada a conteúdos que iremos trabalhar no transcorrer do ano.
Para início os alunos deveriam construir suas dúvidas e certezas, como eles não conheciam e não sabiam nada sobre o Parque, achei que foi um pouco complexo para a maioria pois eles encontraram bastante dificuldade, no momento seguinte eles iriam fazer a pesquisa sobre o Parque em grupo.

GRUPO A
Alexandre, Matheus, Yuri, Wagner, Bruno
GRUPO B
Vitória, Ana, Camila, Carina, Andreia
CERTEZAS
DÚVIDAS
CERTEZAS
DÚVIDAS
- A floresta é protegida
- Existem Lagoas
- Existem muitos animais
- Tem cuidadores de animais
- Muitos animais venenosos
- Vários perigos
- Existem leis proteção
- Porque tem esse nome?
- Será que tem muitos animais?
- Já teve algum desmatamento?
- É muito grande?
- A quanto tempo existem?
- Eu tenho certeza que lá na Floresta tem árvores
- Eu tenho certeza que logo que nós chegamos lá tem uma casa no começo
- Eu tenho certeza que tem pedras grandes por lá
- Eu tenho certeza que tem um rio pequeno lá tem água porquê? Eu coloquei a mão.
- Eu tenho certeza que lá tem insetos
- E verdade que existi uma lenda sobre a Floresta do Morro do Osso?
- É verdade que lá na Floresta do Morro do Osso tem um lago?
- Tem animais selvagens?
- E muito sujo lá na Floresta do Morro do Osso?
- Tem canibais lá na Floresta do Morro do Osso.
- Tem homens das montanhas lá na Floresta do Morro do Osso?
Obs.: quadro transcrito conforme as EXATAS palavras dos alunos.

Na sequencias dessa atividade esta a pesquisa, solicitei que fosse realizado em grupo, no entanto não deu muito certo, realizaram a pesquisa individualmente. 
Agora o próximo passo será ver se as dúvidas e certezas permanecem ou se foi alterado, nesta fase pretendo que os grupos retornem e com a pesquisa de cada um possam comprovar o que foi realizado anteriormente, para aprenderem a realizar trabalho em grupo.
Depois iremos montar um questionário para ser perguntado aos profissionais que trabalham no Parque, está saída de campo será feita a principio dia 29 de junho. 
A professora de ciências também irá participar conosco da saída de campo pois ela está trabalhando ecologia e pretendemos após a visitação fazer um trabalho interdisciplinar com a turma.



Que legal , Jaque! Já estou aqui me colocando no lugar dos teus alunos, louca para novas descobertas. Quem sabe finalizar este projeto com uma bela maquete do Morro, com todas as suas características físicas, geográficas e biológicas??? Fica o desafio !

                                                                                                                                       Jaque Lemos

Colegas estou um tanto confusa ainda sobre que tipo de projeto é o que tenho em mente fazer, a partir de agora, com meus alunos, pois várias mudanças aconteceram desde o início do ano. Explico:
Sou professora concursada na  Educação Infantil e minha experiência até este ano foi apenas com os pequenos mas, este ano, a escola me transferiu para uma espécie de "tapa furos" e cada semana tenho alguma turma diferente entre primeiro e quinto ano no turno da tarde, à noite eu tenho uma turma de EJA mas com apenas 6 alunos que nunca consegui juntá-los em um mesmo dia pois faltam muito.
A principio pensei fazer o projeto que começamos no início do ano com todas as turmas da EJA mas houve alguns acontecimentos na comunidade que afetaram muito a nossa Escola como o crescimento cada vez mais acelerado da violência que culminou com a morte de um aluno nosso(16 anos) da EJA mas que já tinha sido aluno no diurno desde bem pequeno. Esses acontecimentos me fizeram refletir sobre como podemos tentar amenizar essa situação e pensei então em um projeto de valorização a vida. Começar com os pequenos aproveitando as minhas poucas entradas semanais em todas as turmas que me colocam para de alguma maneira provoca-los a refletir sobre o que está acontecendo na comunidade, o porque da violência, o que está levando jovens tão jovens a entrar para o mundo das drogas e do crime. 
Comecei então na semana passada a conversar com eles e provocá-los a pensar no assunto, os meus períodos são de 50 minutos mas mesmo com pouco tempo já notei que eles necessitam falar, colocar para fora seus medos e angustias por viverem em um lugar tão vulnerável. 
Nas turmas de primeiro ano conversamos sobre  amizades, regras de boa convivência, igualdade entre meninos e meninas. No segundo ano em diante já falamos sobre a violência e muitos relataram acontecimentos  de violência sofridos por familiares, amigos e até mesmo pessoal. Eles levantaram algumas perguntas como por que a droga faz tanto mal, por que matam quem não paga, por que cada vez mais as crianças cada vez menores estão tão violentas, por que as brincadeiras são só de armas, tiros, lutas. 
Na turma de adultos da noite conversamos sobre violência, sentimentos, morte, drogas, tráfico, famílias desestruturadas e muitas duvidas e certezas foram abordadas. de onde vêm as drogas? Por que as pessoas consomem a droga? Por que matam ,sem pena, adolescentes por deverem 50 reais?
Não sei se conseguirei montar um projeto a partir desta ideia mas estou certa que eles precisam disso.

                                                                                                       Luciana Arcos

Lu, acho que o tema da violência é bem interessante e quando comecei a ler o teu relato pensei que se tiveres abertura com a equipe diretiva da tua escola, valeria a pena tentar tornar esse espaço nas turmas, parte da rotina e quem sabe pensar em um projeto para promover a mudança? Talvez... "Faça a diferença na escola" por exemplo, onde os alunos terão que pensar em ações para melhorar a escola enquanto espaço e também nas relações, visto que sabemos que o que acontece na comunidade também reflete no ambiente escolar. Se a escola se tornar mais atrativa, os alunos se sentirão felizes e acolhidos nesse espaço e isso facilita e favorece a mudança de comportamento dos mesmos. Claro que não conheço a realidade da escola pra julga-la atrativa ou não, mas creio que sempre que abrimos espaço para o aluno, esse se sente valorizado e parte do processo, melhorando a auto estima, autonomia e cidadania. Carine 23/05/2017







sobre o grupo e as metas

meninas
estou com algumas dúvidas sobre como o grupo está funcionando. Não vejo postagens do grupo e sim postagem isoladas de alguns membros do grupo. Isso me leva a pensar que não há diálogo e que as metas que deveriam ser discutidas e planejadas em grupo para depois cada uma com suas respectivas realidades realizarem suas adaptações não está acontecendo.
As reflexões são poucas e na maioria das postagem há descrição das ações sem uma verdadeira reflexão da prática. E ainda tem colegas que não realizaram nem a meta 1.
O que está acontecendo grupo? Precisam de ajuda?
Aguardamos seu retorno para retomar o andamento do grupo.
Abraços
Lili

Saída de Campo - Parque Natural Morro do Osso - Evidências